Desenhar: uma compulsão. Vivo em furor desenhandis. Risco o que posso. Desenho planos de aulas, desenho esquemas, fiz um Bacahrelado em Desenho, mas nem sei bem desenhar. Re-desenho coisas. Tenho o desenho no sangue: minha mãe só conheceu meu pai porque se apaixonou pelos desenhos dele, em todas as minhas familias há desenhistas. Muitos desenhos em meus desígnios, ainda que, projetos  específicos de "desenho" não existam e tudo o que eu crio parta de desenhos. 

Letras são desenhos. Poemas desenham atmosferas.  

Desenho em muitos cadernos. Mais um acúmulo, essa quantidade, quase uma centena, de cadernos. Escolho uma imagem de risco, texto e esboço para pintura, um caderno qualquer, atemporal como toda e qualquer linha.