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Desmanches e embalamentos


Este é um convite para você, individualmente ou juntamente com seus pares de qualquer categoria, seus amados, seus bolsistas, orientandos, artistas curados, curadores, coletivos,  participar de uma ação artística  que envolve a desmontagem do que se denominou Canto eXquiZ (explicado e pensado nos links abaixo).     Ateliê como prática de liberdade   http://www.revistas.udesc.br/index.php/palindromo/article/view/14771      Ateliê como obra de arte  http://anpap.org.br/anais/2019/PDF/ARTIGO/28encontro_____ZORDAN_Paola_2057-2073.pdf     De algum modo, algo, que é seu e/ou que você me deu e/ou que faz parte de uma obra sua e/ou foi fruto de uma residência e/ou  que dialoga diretamente com obras suas (mesmo que não conheças todos meus trabalhos) e/ou seja matéria para suas criações futuras, já ocupa este lugar.  Por isso, recebes, com carinho, este convite para uma visita, interativa (ou não),  com registro (ou não), de acordo com sua escolha, para participar do processo e levar embora objetos, materiais, conceitos e sensações que possam ser produtivamente aproveitados por você e seus grupos.  A ação parte de uma grande reestruturação física, familiar  e pessoal, a qual exige a reinvenção do Canto eXquiZ em outra coisa, a fim de que este se torne uma casa.     O processo, que iniciou solitariamente em janeiro de 2020, está sendo registrado em videos e fotos, com o propósito de, no máximo, muito no máximo, até setembro, juntamente com todas as minhas obras plásticas e visuais ainda em andamento, findar. O produto final será o diário desse  desmanche, o qual envolve cadernos de notas, fotografias e um video a ser editado de acordo com as imagens captadas.     Segue a lista dos trabalhos, a maior parte produções em séries desenvolvidas desde os últimos cinco anos até  produções de mais de vinte anos, aos quais me dedicarei a concluir, fotografar e encaixotar nos próximos meses.   Mais ou menos na ordem listada a seguir, observando  uma cronologia flexível, sem descrições pormenorizadas, os nomes das obras sugerem escolhas para interlocuções e  participações.  Quem já circula pelo espaço e  conhece os demais trabalhos,  pode se inserir no encerramento de vários, como quiser. Quem quiser apenas conhecer e conversar, sinta-se a vontade.     LABIRINTO DE PLANTAS     RECORTES: AGLUTINAÇÕES e  MARGENS     ALTAR DA GENTILEZA     LUAS     NOSSA SENHORA DE TODAS AS COISAS    NÓS, PANOS E CORDAS     CONTAS    ACÚMULOS e GÁS      SPATIUM QORPO     REFLETRATOS E ESPELHOS     ORTOPEDOXIA e OBJETOS ORTOPEDOXIZANTES    ARQUIVO: PORTFÓLIOS, LIVROS, DESENHOS E  outros BIDIMENSIONAIS     TEIA     CAIXAS: acondicionamentos, fechamentos, pinturas externas de acordo com série e obra,  emparedamento       Observo que, com exceção das possibilidades de registro e pós-produção, um processo similar, ainda que em menores dimensões,  ocorreu quando saí da casa materna. Nesta se usufruia de diversos espaços para criação e acondicionamento de trabalhos, os quais, em função de penúria finaceira, deixou de existir, sendo que grande parte dos objetos, livros e móveis foram doados e descartados por falta de espaço nos lugares onde a familia, desmembrada, foi morar. Fui para um apartamento de uma só peça,  de modo que meus trabalhos de grandes dimensões foram doados e outros performaticamente  destruídos. A exposição individual Cemitério (MARGS, 1995) teve quase todas suas obras espatifadas propositalmente na desmontagem, em razão de não haver nenhuma possibilidade de  armazenamento. Frente a este eterno retorno do desmantelamento, a presente ação discute a necessidade íntima de produção artística, o destino escatológico de obras que aparentemente não seriam adequadas ao mercado (paradoxalmente, as poucas obras remanescentes de Cemitério, que tinham destinos afetivos, acabaram sendo vendidas, na época, por preços altos comparados ao padrão de minhas despesas) e, acima de tudo, o confinamento de corpos e vidas na estrita metragem dos apartamentos e imóveis urbanos.

Assim que o isolamento compulsório acabar, darei seguimento a uma ação artística que envolve a desmontagem do que se denominou Canto eXquiZ (explicado e pensado nos links abaixo).

Ateliê como prática de liberdade

http://www.revistas.udesc.br/index.php/palindromo/article/view/14771

Ateliê como obra de arte

http://anpap.org.br/anais/2019/PDF/ARTIGO/28encontro_____ZORDAN_Paola_2057-2073.pdf

Coisas que os convidados me deram e/ou que fazem parte de suas obras sua e/ou foi fruto de uma residência no meu espaço e/ou que dialoga diretamente com obras deles (mesmo que não conheçam todos meus trabalhos) e/ou seja matéria para suas criações futuras, já ocupam este lugar. Por isso, lancei convites para uma visita, interativa (ou não), com registro (ou não), de acordo com a escolha das pessoas, para participar do processo e levar embora objetos, materiais, conceitos e sensações que possam ser produtivamente aproveitados por você e seus grupos. A ação parte de uma grande reestruturação física, familiar e pessoal, a qual exige a reinvenção do Canto eXquiZ em outra coisa, a fim de que este se torne uma casa.

O processo, que iniciou solitariamente em janeiro de 2020, está sendo registrado em videos e fotos, com o propósito de, no máximo, muito no máximo, até setembro, juntamente com todas as minhas obras plásticas e visuais ainda em andamento, findar. O produto final será o diário desse desmanche, o qual envolve cadernos de notas, fotografias e um video a ser editado de acordo com as imagens captadas.

Segue a lista dos trabalhos, a maior parte produções em séries desenvolvidas desde os últimos cinco anos até produções de mais de vinte anos, aos quais me dedicarei a concluir, fotografar e encaixotar nos próximos meses. Mais ou menos na ordem listada a seguir, observando uma cronologia flexível, sem descrições pormenorizadas, os nomes das obras sugerem escolhas para interlocuções e participações. Quem já circula pelo espaço e conhece os demais trabalhos, pode se inserir no encerramento de vários, como quiser. Quem quiser apenas conhecer e conversar, sinta-se a vontade, meu contato está no menu do site, no EXISTA.

A lista de obras é a seguinte:

LABIRINTO DE PLANTAS

RECORTES: AGLUTINAÇÕES e MARGENS

ALTAR DA GENTILEZA

LUAS

NOSSA SENHORA DE TODAS AS COISAS- nome dado pela Débora Balzan

NÓS, PANOS E CORDAS

CONTAS

ACÚMULOS e GÁS

SPATIUM QORPO

REFLETRATOS E ESPELHOS

ORTOPEDOXIA e OBJETOS ORTOPEDOXIZANTES

ARQUIVO: PORTFÓLIOS, LIVROS, DESENHOS E outros BIDIMENSIONAIS

TEIA

CAIXAS: acondicionamentos, fechamentos, pinturas externas de acordo com série e obra, emparedamento

Observo que, com exceção das possibilidades de registro e pós-produção, um processo similar, ainda que em menores dimensões, ocorreu quando saí da casa materna. Nesta se usufruia de diversos espaços para criação e acondicionamento de trabalhos, os quais, em função de penúria financeira, deixou de existir, sendo que grande parte dos objetos, livros e móveis foram doados e descartados por falta de espaço nos lugares onde a familia, desmembrada, foi morar. Fui para um apartamento de uma só peça, de modo que meus trabalhos de grandes dimensões foram doados e outros performaticamente destruídos. A exposição individual Cemitério (MARGS, 1995) teve quase todas suas obras espatifadas propositalmente na desmontagem, em razão de não haver nenhuma possibilidade de armazenamento. Frente a este eterno retorno do desmantelamento, a presente ação discute a necessidade íntima de produção artística, o destino escatológico de obras que aparentemente não seriam adequadas ao mercado (paradoxalmente, as poucas obras remanescentes de Cemitério, que tinham destinos afetivos, acabaram sendo vendidas, na época, por preços altos comparados ao padrão de minhas despesas) e, acima de tudo, o confinamento de corpos e vidas na estrita metragem dos apartamentos e imóveis urbanos.

A poética FRAGIL, cuja foto escolhi para esta publicação, iniciou em 2009, quando ministrei um seminário em torno de questões e problematizações do que vem a ser arte contemporânea. Como muitas das minhas obras, outras com mesmos conceitos e concepções visuais aparecem posteriormente, em locais legitimados ou não, criando o que chamo Inventário de Coincidências, trabalho a ser elaborado de forma escrita, de modo a afirmar esse demanche de uma produção heterotópica e mal inserida no próprio campo em que se constitui.

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